Cansei de ver a barra de armazenamento ficar lá como se nada tivesse mudado. Eu apagava fotos, removia alguns apps e depois conferia de novo. Quase não se movia. O que me confundiu foi isso: a Apple divide Fotos e Mídia em partes separadas do armazenamento, e não é a mesma bagunça.
O que fica dentro de Mídia
Suas próprias fotos e vídeos ficam em Fotos. Mídia é a outra pilha. Coisas como músicas baixadas do Apple Music ou Spotify, filmes e episódios offline no app TV, downloads de podcasts, gravações de voz, toques personalizados, além de artes em cache e miniaturas de apps de streaming. Tudo isso vai se acumulando.
No iOS 17 e mais recente, também existe Mídia Sincronizada. Essa me pegou. Tudo o que é transferido de um Mac ou PC pelo iTunes ou Finder vai parar ali. MP3s antigos, vídeos caseiros, arquivos aleatórios de anos atrás. O Armazenamento do iPhone mostra isso como um bloco enorme, mas não diz o que tem dentro. Muito irritante.
Apagar downloads não apaga sua biblioteca
Primeiro a parte boa. Se você remover um álbum ou programa baixado do Music ou TV, estará apagando a cópia armazenada no telefone, não removendo isso da sua conta. Testei isso com Apple Music, Podcasts e audiolivros. O item continuou na minha biblioteca e eu pude reproduzi-lo por streaming de novo depois ou baixá-lo outra vez quando quis. A mesma ideia vale para episódios de podcast. Se o armazenamento do seu celular está sufocando, esse é um espaço fácil de recuperar.
Por que a visualização de armazenamento nativa da Apple parece inacabada pela metade
Você vai em Ajustes, Geral, Armazenamento do iPhone, e então começa a tocar de app em app. Music. Podcasts. TV. Netflix. Spotify. Um de cada vez. Isso vira uma caça ao tesouro rapidinho. Às vezes você recebe um número total de tamanho e nada mais útil. Então, se Mídia aumenta 20 GB, você ainda não sabe se isso veio de dois vídeos gigantes ou de um monte de tranqueira menor espalhada por seis apps.
Além disso, não existe uma classificação decente por tamanho nos seus arquivos. Você não consegue pedir para mostrar primeiro as dez maiores coisas. Você fica fuçando, apaga algo, confere de novo, repete. Fiz isso mais vezes do que quero admitir.
O que funcionou melhor para mim
Depois de sessões suficientes de limpeza manual, acabei testando o Clever Cleaner. Eu esperava a besteira de sempre desses apps de limpeza, anúncios por toda parte ou um bloqueio de assinatura no segundo em que eu tocasse em algo útil. Não aconteceu. Sem anúncios. Sem barreira de assinatura. Era grátis quando usei.
A parte que continuei usando foi a aba Heavies. Ela organiza a biblioteca inteira do maior arquivo até o menor, com os tamanhos mostrados ali mesmo. Isso deixou o problema óbvio bem rápido. Um clipe 4K esquecido. Um filme offline de algum voo de eras atrás. Um download de podcast que eu tinha esquecido que existia. Em vez de adivinhar, você vê primeiro o que mais ocupa armazenamento.
A aba Similars resolve um problema diferente. Se o rolo da câmera está cheio de quase duplicatas, fotos em sequência, dez tentativas da mesma foto, pequenas mudanças de ângulo, ela agrupa tudo isso. Você mantém a que quer e limpa o resto. Eu tinha mais dessas do que imaginava para falar a verdade.
Uma coisa de que gostei: o processamento fica no dispositivo. Para mim, isso importava. Minha biblioteca tem capturas de tela, notas de voz, coisas pessoais aleatórias. Eu não queria nada disso sendo enviado para algum lugar para análise.
Passos rápidos para limpar
- Verifique YouTube, Netflix e Spotify em busca de downloads offline de que você não precisa mais
- Abra Ajustes, Mensagens, Manter Mensagens e depois mude para 30 Dias ou 1 Ano para que anexos de vídeo antigos parem de se acumular para sempre
- Use a aba Heavies no Clever Cleaner e remova os arquivos que ocupam os maiores espaços
Depois faça a parte que as pessoas pulam. Abra Apagados Recentemente em Fotos e toque em Apagar Tudo. Até você esvaziar isso, esses arquivos ainda contam no armazenamento por 30 dias. No meu celular, foi essa a etapa em que a barra finalmente se mexeu.

